quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Carácter simbólico da mercadoria

Na nossa sociedade atual, muito caracterizada pelas novas tecnologias, certos e determinados objetos são de tal maneira requisitados pelo público, que arrastados por um desejo consumista, levado de tal maneira ao extremo, que por vezes existe um vínculo maior com o objecto, do que com os outros.
Cada vez mais me pergunto qual a força que nos move a distanciarmo-nos de nós próprios e dos outros à nossa volta, e a criar relações afectivas com um “ser-inanimado”, satisfazendo uma simples felicidade material.
O carácter simbólico de uma mercadoria vem do fato desta significar para o Homem, um caminho para nos sentirmos realizados a nível pessoal, segundo um ideal imposto subliminarmente, pela sociedade. Isto leva-nos a acreditar que o Homem precisa destes bens de consumo, como uma necessidade vital, o que é irónico. Para isso ele entrega-se de tal maneira ao trabalho, para conseguir os meios monetários para alimentar o seu vício consumista. Desta maneira quase abandonando-se a si próprio.
 Este carácter mítico apenas surge devido a capacidade dos Homens de criar representações das coisas distintas das suas representações objectivas.
A mercadoria não é alterada devido aos simbolismos atribuídos pelo Homem, mas os simbolismos são alterados de acordo com a intervenção da mercadoria na vida e no mundo com a sua intervenção social.