O mundo do jornalismo tem sido alvo
de profundas mutações. Com modificações estruturais profundas,
submetidas a fortes lógicas económicas e políticas, que
obrigam a repensar o que se entende por informação jornalística e em que
consiste o trabalho dos jornalistas nestas sociedades de
capitalismo avançado. A concentração e privatização em curso no
sector dos media, gerida por gigantescas corporações e
conglomerados empresariais, tem vindo a cultivar um tipo de
jornalismo aprisionado na lógica do infotainment, tornando cada vez mais
difícil a garantia do direito individual e inalienável dos
cidadãos de acesso ao conhecimento, à cultura, à formação de
opinião e capacidade de tomadas de decisão públicas, em consciência. Trata-se de uma nova ordem económico-tecnológica onde o complexo industrial
parece, aliás, considerar legítimo que o jornalista deixe de ser um
mediador, e olhe para a informação não como um bem público,
mas totalmente como uma mercadoria. Aceita produzir informação
de forma semelhante a uma linha de montagem, serializada, rotinizada,
organizativa e veloz, destinada a ser consumida também rápida e mecanicamente. Envolvidos pelas “maravilhas tecnológicas” e pelo negócio que
a “informação” acarreta, a mediação jornalística e o jornalismo têm vindo a
perder o objectivo de se vincular ao conhecimento e à cultura, em que fundaram
a sua legitimidade, para passarem a meros comunicadores.
Colocados perante fortes constrangimentos que exigem renovados paradigmas de acção profissional, os jornalistas contemporâneos enfrentam tensões, inquietude identitária e espaços de resistência que é necessário analisar: a adaptação aos imperativos tecnológicos; ao jornalismo em linha (ciberjornalismo); à concorrência directa de outros profissionais; aos ritmos de trabalho acelerados e ao curto-circuito empresarial que os cerca.
Colocados perante fortes constrangimentos que exigem renovados paradigmas de acção profissional, os jornalistas contemporâneos enfrentam tensões, inquietude identitária e espaços de resistência que é necessário analisar: a adaptação aos imperativos tecnológicos; ao jornalismo em linha (ciberjornalismo); à concorrência directa de outros profissionais; aos ritmos de trabalho acelerados e ao curto-circuito empresarial que os cerca.
Se relacionamos este assunto com a teoria da Ideologia de Marx, podemos dizer que estamos perante uma imposição das ideias de uma minoria dominante a uma maioria oprimida. Esta maioria, eventualmente, tem que se aperceber dessa falsa consciência e mudar a ordem social a que impõe.