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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

    Contemporânea idade



   Daqui a 200 anos a Arte deles, ainda se vai chamar Contemporânea, ou vai ser um estilo que passou? 
     Ninguém sabe mas podemos supor; cá para mim vai mudar de nome, vão aparecer outras realidades e darão importância a outras questões, tem sido sempre assim. Confie-mos nos artistas que são pessoas criativas e procuram singularidade. 
       A Arte contemporânea tenta ser livre, afastando-se de tudo o que já foi feito , neste aspecto é livre. A total liberdade de expressão faz parte do seu conceito, e ninguém mete em causa. Por outro lado criou-se um estilo, para um variado numero de pessoas, que faz o mesmo género de coisas. Mesmo que não sejam visualmente, os processos e a atitude são idênticos. A intenção de inovar e a oposição aos valores tradicionais contínua, mas mesmo assim apesar de opositores, existe aproximação deles ao estilo corrente.  

        Para um movimento que se caracteriza pela sua liberdade, onde os autores tentam ser autênticos, aconteceu um tipo de incorporação. São a situações destas que podemos designar por resistência. A arte contemporânea é vitima de incorporação, porque adquirío valores de outras manifestações artísticas, nomeadamente Minimalismo, Modernismo, Dadaísmo, Futurismo e até Expressionismo.              
       Têm outros significados ou algumas semelhanças para diferentes àreas, mas em arte resistência, aplica-se a aspectos ideais. Para concluir; de um modo geral novas ideias são criadas, acabam por se instaurar mas imediatamente há logo contra-reacção para com elas. A resistência tem duas caras, quer é da parte de um pequeno grupo que se opõe ao grupo maioritário, tal como o contrário.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O prazer visual escondido no fumo



No decurso da minha leitura do artigo de Laura Mulvey, acerca do Prazer Visual e o Cinema Narrativo, após o tópico B "A destruiçao do prazer como uma arma radical", encontrei semelhanças com a atitude do clássico fumador. Tentarei expor a minha ideia com base no meu exemplo.
Pois eu já fumei, e às vezes fumo.
Não sabemos muito bem porque começámos a fumar, até sabemos mas é tão disparatada a causa que é melhor esquece-la. Começámos por diversas razões e creio até haver padrões para tal, isto é lógicas identicas. 
Apresento as mais notórias: para ser igual a x ou para pertencer a grupo y... O x pode ser um amigo, como os adultos ou um ídolo, que vimos numa foto e queremos assemelhar àquela imagem. No final isto resume-se a ser visto como tal. 
O sabor do primeiro beijo, na nicotina, deve ter sido horrível mas não podíamos dar a parte fraca porque provavelmente estávamos a ser vistos. De certeza há quem tenha experimentado e iniciado sozinho, mesmo assim é estupido, não dizem que é um acto social? Queria mesmo ter dito isto; é que nós (nossa geração) sabemos muito bem o mal que faz, mas iniciámos e continuamos. Não vemos meios para atingir fins, com que finalidade? Com o prazer de ser vistos a fumar e com o próprio prazer que fumar trás depois de ficar viciado. Mas fumar dá por vezes "sentido à vida e traz respostas", vamos sair esta a ser uma seca, fumamos é uma simples maneira de estar ocupado; num grupo todos falam e eu estou calado, fumo assim sou visto a fazer qualquer coisa. Ou cravar um cigarro para chamar a atenção de alguem. Bem fumadores não me julguem, compreendo que fumar é uma companhia dificil de deixar, até porque na vida passamos maior parte do tempo sozinhos e sem fazer nada. Fumar ilude a ideia de nos ver-mos/ nos verem, sem fazer nada.