terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Parallel Reality


Ao longo dos anos os jogos tiveram um avanço de tecnologia fantástico a ponto de poder determinar gerações, por exemplo o Píxel, o 2D, o 3D e por ai adiante.

Mas qual será a principal razão deste avanço?


Para começar, decorreu-se a evolução dos meios tecnológicos e com ela surgiram as tais novas plataformas para acompanharem e demonstrarem a capacidade destes em termos de jogabilidade.No entanto, essa não é a razão principal da evolução dos jogos.

Esta reside, simplesmente, na aproximação ao máximo da realidade e, consequentemente, o desejo fatal de querer ser a personagem, viver e permanecer noutro mundo de fantasia.

Essa ideia, originalmente, surgiu com o cinema, que tem vindo a saciar esse desejo parcialmente, proporcionando-nos sensações, sentimentos e imagens pouco comuns no nosso dia-à-dia com o auxílio de histórias emocionantes ou aterrorizantes.

Até que apareceram os jogos e estes alcançam o mesmo objectivo, mas adicionando um pequeno extra.
Existe uma história e um personagem, mas o espectador está mesmo envolvido, no sentido literal de “vestir a pele” da personagem, contrariamente a apenas imaginar-se no lugar do indivíduo.

Jogos, como o Pac-Man, o Bomberman, Super-Mario (que acompanhou muitas gerações desde o Pixel), Hugo, Croc e Sonic são entre os muitos exemplos de personagens cujo foi-nos permitido passar a sua historia.

Mas os jogos não se limitaram a isso. Estabeleceram novas metas, tomemos como exemplo os jogos de tiros, em que apenas é visível umas mãos no ecrã, sugerindo que o resto do jogador somos nós ou algo que quisermos imaginar. E com isso apareceram jogos que originaram em vários géneros e, por sua vez, diferentes papéis para o jogador desempenhar. Estes também abriram novos caminhos para interacçao entre o jogador e o mundo representado no jogo.

Quando finalmente parecia que não havia hipóteses de evoluir ainda mais, foram criados componentes tecnológicos inimagináveis como, por exemplo, televisões no chão para jogar à bola ou o famoso “Oculus Rift”: um dos mais recentes e disponíveis, passo para uma realidade paralela. Este acessório servirá na vez dos controlos de câmera, ou seja, o movimento da nossa cabeça passará a indicar o movimento da câmera no jogo em simultâneo.
A evoluçao permitiu cada vez mais, com a introdução de novas formas de jogar, a possibilidade de uma maior imersão mental e até física do jogador, como o que acontece com jogos de horror ou de acção: ambos obrigam o jogador não só a estar mentalmente alertado, mas igualmente desafia fisicamente o jogador quando este é posto em situação de perigo repentinamente, forçando-o a actuar no momento. O oculus rift é uma nova oportunidade para os jogos de horror, é criado mais facilmente o ambiente, e a sua credibilidade não é tão questionada.
O uso dos sentidos, a utilização do microfone, são tudo ferramentas que estão a ser atualmente exploradas intensamente, como por exemplo o cheiro nos cinemas, ou água num parque de diversões que salpica de vez de enquando.

Hoje em dia, os jogos promovem a interacção física seja para interagir entre família ou até animais virtuais, assim como incentivam a fazer exercício.
Em suma, o ser humano continuará a procurar novas maneiras de provocar sensações raras, uma vida imaginária de fantasia. Talvez um dia consigamos ter asas e voar. 
Até lá aqui deixo um video do futuro: