Quero esclarecer que, não pretendo desrespeitar as pessoas magras, pois estaria a desrespeitar-me a mim mesma. Neste texto, refiro-me apenas às mulheres/raparigas que procuram voluntariamente a extrema magreza. Não critico as que são muito magras porque lhes está no sangue e é algo genético (de família).
Cada vez é mais frequente ver-se casos de anorexia, uns por falta de alimentos em comunidades por todo o mundo e outros não por falta de alimentos mas por restrições que lhes são impostas ou que impõem a si mesmos.
O aumento de casos deve-se, na maioria das vezes, ao "mundo da moda" que nos apresenta como "ícone de beleza" uma doença e sabendo ou não, mexe psicologicamente com a sociedade, em especial com o género feminino. Atingindo mais frequentemente a juventude.
As jovens de hoje em dia evitam comer, dizem sentir-se sempre acima do peso. O que não é de admirar pois nos desfiles das mais conceituadas marcas de todo o mundo dão-nos isto como "corpo ideal":
Como consequência, em 2006, por exemplo, houve enumeras mortes na moda relacionadas com a anorexia.
Em 2007, devido ao "massacre" do ano anterior, estabeleceu-se, em algumas marcas de renome, um mínimo de massa corporal admissível para que uma modelo pudesse desfilar.
Apesar dos avanços já conseguidos, e apesar de já haver marcas a usar modelos com um peso considerado o normal, ainda não é suficiente, pois estas marcas são uma minoria que ainda não fez grande impacto nem diferença.
Mas esta noção de um ''corpo ideal'' na mente da sociedade, não provem só da moda e dos desfiles. Esta noção já nos é implementada na mente, de uma forma subliminar, durante a nossa infância.
A forma mais comum é através dos brinquedos, nomeadamente através das bonecas.
Por exemplo, a Barbie, um corpo e uma beleza irreal e quase bizarra, transmitindo às crianças um "nível ideal" de beleza completamente errado. O que explica o facto de muitas dessas crianças ficarem obcecadas com a magreza na altura da adolescência, ou até um pouco antes.
Obceção que pode durar uma vida ou ser passageira...
Existem claro, diversos exemplos que somando a tantos outros que nos aparecem durante o crescimento vão afastando a idealização física da linha do real e possível.

