terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Ditadura da Magreza (2º comentário)

  Escolhi, como tema do meu segundo comentário a anorexia no "mundo da moda" e as suas consequências no mundo real. Também irei tocar levemente no tópico do papel da Barbie, entre outros brinquedos, para o contributo do aumento de casos na doença.

 Quero esclarecer que, não pretendo desrespeitar as pessoas magras, pois estaria a desrespeitar-me a mim mesma. Neste texto, refiro-me apenas às mulheres/raparigas que procuram voluntariamente a extrema magreza. Não critico as que são muito magras porque lhes está no sangue e é algo genético (de família).

 Cada vez é mais frequente ver-se casos de anorexia, uns por falta de alimentos em comunidades por todo o mundo e outros não por falta de alimentos mas por restrições que lhes são impostas ou que impõem a si mesmos.
  O aumento de casos deve-se, na maioria das vezes, ao "mundo da moda" que nos apresenta como "ícone de beleza" uma doença e sabendo ou não, mexe psicologicamente com a sociedade, em especial com o género feminino. Atingindo mais frequentemente a juventude.
  As jovens de hoje em dia evitam comer, dizem sentir-se sempre acima do peso. O que não é de admirar pois nos desfiles das mais conceituadas marcas de todo o mundo dão-nos isto como "corpo ideal":

  Como consequência, em 2006, por exemplo, houve enumeras mortes na moda relacionadas com a anorexia.
  Em 2007, devido ao "massacre" do ano anterior, estabeleceu-se, em algumas marcas de renome, um mínimo de massa corporal admissível para que uma modelo pudesse desfilar.
  Apesar dos avanços já conseguidos, e apesar de já haver marcas a usar modelos com um peso considerado o normal, ainda não é suficiente, pois estas marcas são uma minoria que ainda não fez grande impacto nem diferença.

  Mas esta noção de um ''corpo ideal'' na mente da sociedade, não provem só da moda e dos desfiles. Esta noção já nos é implementada na mente, de uma forma subliminar, durante a nossa infância.
A forma mais comum é através dos brinquedos, nomeadamente através das bonecas.
  Por exemplo, a Barbie, um corpo e uma beleza irreal e quase bizarra, transmitindo às crianças um "nível ideal" de beleza completamente errado. O que explica o facto de muitas dessas crianças ficarem obcecadas com a magreza na altura da adolescência, ou até um pouco antes. 
Obceção que pode durar uma vida ou ser passageira...


 Existem claro, diversos exemplos que somando a tantos outros que nos aparecem durante o crescimento vão afastando a idealização física da linha do real e possível.