A Religião é um conjunto de sistemas culturais e de crenças, que estabelecem símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade. Desde o início dos tempos vários povos manifestaram a sua fé de diferentes maneiras, e com isto, todos eles desejavam expandi-la com o objetivo de mostrar ao mundo a sua fé.
No entanto, este movimento, apesar de ter bons resultados, obtêm também consequências negativas, sendo uma delas, a guerra.
Temos o exemplo da Guerra Santa, que foi causada por diferenças entre várias religiões. Esta guerra nasceu da necessidade de opor uma resistência de toda a Cristandade às invasões dos Bárbaros, Muçulmanos e Otomanos.
Também temos as guerras entre católicos e protestantes na França durante o século XVI e a guerra dos trinta anos no século XVII. Ambas foram originadas por conflitos entre as religiões.
O que aconteceu nestes eventos foi uma manifestação retórica de contrariar o pensamento dominante ( Resistência), ou seja, recusaram-se a submeterem-se à fé da religião oposta. Muitas vezes as pessoas incorporam a maneira de pensar dominante como a sua própria maneira de pensar ( Hegemonia) e isto acontece muitas vezes no tema da religião. Durante muito tempo as pessoas sentiram-se influenciadas pela população, igrejas, líderes mundiais a acreditarem em algo que não queriam acreditar para não se sentirem excluídas e não serem olhadas como estranhos.
Se uma pessoa deseja tornar-se praticante de uma religião estrangeira por puro livre-arbítrio, tem toda a liberdade para o fazer, no entanto, este acto pode ser levado como uma ofensa para a sua família, que sempre foi praticante duma religião, o que pode originar uma espécie de guerra fria.
Assim concluímos, que a religião pode ser considerada como um dos factores que podem desencadear guerras. É necessário a aceitação de ambas as ideologias para alcançar paz com ambas as religiões, é necessário que ambas olhem uma para a outra com olhos de compatriotas ou companheirismo em vez de inimigo hostilizando a sua fé.
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domingo, 4 de janeiro de 2015
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
O Desejo da Violência
"A Indústria Cultural" de Horkheimer e Adorno dá-nos a entender
que a violência, apesar de ser desprezada, é muitas vezes necessitada. O ser
humano está sempre acompanhado pelo desejo de violência, apesar de muitas vezes
não o perceber.
Esta provém de uma necessidade que pode ser originada por via emocional,
integridade física ou até mesmo por pura diversão. Foi-nos mostrado, por vários
métodos, que a violência deve ser recusada na nossa sociedade devido às
consequências que esta pode originar. Esta nunca deve ser opção quando se trata
de resolver problemas, mas é esta que a maior parte da população recorre.
Apesar de nos provarem que a violência é um método errado e proibido, o ser
humano continua a adaptá-la na sociedade por outros meios. Temos o exemplo dos
filmes de terror, que promovem a Violência, Homicídio e o Terror. Apesar de
estas serem ideias recusadas pela sociedade, as pessoas necessitam delas, elas veem estes filmes para sentirem medo.
Outro exemplo, o filme: "O Silêncio dos Inocentes" que promove a
violência ao nível psicológico.
Este filme mostra-nos vários comportamentos com extrema e exagerada
agressão com o objetivo de mostrarem e caricaturarem a mente psicopata. Ao
vermos o filme encontramos vários comportamentos nas personagens que muitas
pessoas acham incomuns e que podem ter consequências para aqueles que desprezam
o tema.
Para além deste, ainda temos o filme "Pulp Fiction" que incorpora
vários temas como a violência, vingança, drogas e humor. A violência como meio
de comédia é uma das maneiras diferentes de esta ser exprimida. Muitas vezes,
os espectadores mostram desagrado pelo filme, mas a maior parte da população revela agrado. Outro exemplo são os filmes ou os cartoons de animação em que a
violência, mais uma vez é utilizada como uma maneira de alegrar os espectador
apesar de não utilizar meios que provem a agressão, tais como: o sangue,
tortura e sofrimento. Esta "violência" tem como objetivo criar
emoções de felicidade e euforia.
Com isto, conseguimos verificar e identificar o prazer da violência do ser
humano em meios cinematográficos. Apesar de ser recusada e proibida, esta
sempre foi e sempre será requisitada pelo homem enquanto viver. Segundo
Horkheimer e Adorno "o prazer com a violência infligida ao personagem
transforma-se em violência contra o espetador, a diversão em esforço.".