"A Indústria Cultural" de Horkheimer e Adorno dá-nos a entender
que a violência, apesar de ser desprezada, é muitas vezes necessitada. O ser
humano está sempre acompanhado pelo desejo de violência, apesar de muitas vezes
não o perceber.
Esta provém de uma necessidade que pode ser originada por via emocional,
integridade física ou até mesmo por pura diversão. Foi-nos mostrado, por vários
métodos, que a violência deve ser recusada na nossa sociedade devido às
consequências que esta pode originar. Esta nunca deve ser opção quando se trata
de resolver problemas, mas é esta que a maior parte da população recorre.
Apesar de nos provarem que a violência é um método errado e proibido, o ser
humano continua a adaptá-la na sociedade por outros meios. Temos o exemplo dos
filmes de terror, que promovem a Violência, Homicídio e o Terror. Apesar de
estas serem ideias recusadas pela sociedade, as pessoas necessitam delas, elas veem estes filmes para sentirem medo.
Outro exemplo, o filme: "O Silêncio dos Inocentes" que promove a
violência ao nível psicológico.
Este filme mostra-nos vários comportamentos com extrema e exagerada
agressão com o objetivo de mostrarem e caricaturarem a mente psicopata. Ao
vermos o filme encontramos vários comportamentos nas personagens que muitas
pessoas acham incomuns e que podem ter consequências para aqueles que desprezam
o tema.
Para além deste, ainda temos o filme "Pulp Fiction" que incorpora
vários temas como a violência, vingança, drogas e humor. A violência como meio
de comédia é uma das maneiras diferentes de esta ser exprimida. Muitas vezes,
os espectadores mostram desagrado pelo filme, mas a maior parte da população revela agrado. Outro exemplo são os filmes ou os cartoons de animação em que a
violência, mais uma vez é utilizada como uma maneira de alegrar os espectador
apesar de não utilizar meios que provem a agressão, tais como: o sangue,
tortura e sofrimento. Esta "violência" tem como objetivo criar
emoções de felicidade e euforia.
Com isto, conseguimos verificar e identificar o prazer da violência do ser
humano em meios cinematográficos. Apesar de ser recusada e proibida, esta
sempre foi e sempre será requisitada pelo homem enquanto viver. Segundo
Horkheimer e Adorno "o prazer com a violência infligida ao personagem
transforma-se em violência contra o espetador, a diversão em esforço.".