sábado, 13 de dezembro de 2014

Um lugar terrível para nascer mulher

"Se você for mulher – a não ser que seja muito rica e privilegiada - há mais probabilidades de enfrentar humilhação e indignidade aqui" – correspondente da BBC na Índia


A Índia foi considerada um dos piores países para se nascer mulher. Neste país, o nascimento de crianças do sexo feminino é visto como uma desgraça para a família em questão. A mãe é maltratada, negligenciada e muitas vezes abandonada pelo marido. No caso do nato ser do sexo feminino, este é, muitas vezes abortado, ou então assassinado após o parto.

Na maioria dos casos a mulher é vista como apenas um encargo financeiro, já que até para casar têm que fazer-se acompanhar pelo dote, proibido desde o início dos anos 60. Mas mesmo que este não existisse, a mulher continuaria ser vítima de violações, assédios, humilhações, maus-tratos e assassinatos. Práticas estas, bastante comuns e em número muito elevado neste país.
Tudo isto resulta de uma grave situação cultural, a qual foi descrita por Simone Beauvoir, na sua obra o “Segundo Sexo”: “Nenhum destino biológico, psíquico, económico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino”.


Considero, deste modo, que é urgente a reforma da educação deste país, no sentido da implementação de valores como o respeito e a igualdade. Só assim se conseguirá renovar e fazer crescer uma sociedade que represente de forma digna o seu país, que lute para defender os seus cidadãos e não para criar desigualdade entre os géneros que a compõem.