Termos derivados da
palavra grega sēmeion, que significa “signo”, desde a antiguidade existe uma
disciplina chamada de “Semiologia”, sinonimo de Semiótica, uma ciência geral
dos signos e da semiose, que consiste no estudo dos diversos fenômenos
culturais como se fossem sistemas de significação, procurando interpretar
mensagens na medida dos seus signos e padrões simbólicos. Esta complexa ciência
desenvolveu o seu estudo através de ilustres autores, designando-se como
Semiótica, o saber geral dos signos ligado directamente às teorias do
norte-americano Charles Sanders Peirce, e Semiologia, ligada à vertente
europeia do mesmo estudo sustentada no Curso de Linguística Geral do suíço
Ferdinand de Saussure, as quais tinham metodologia e enfoque diferenciados
entre si.
Comparativamente à
linguística, a qual se restringe apenas ao estudo do sistema sígnico da
linguagem verbal, a semiótica tem por objecto qualquer sistema sígnico - Artes
visuais, Música, Fotografia, Cinema, Culinária, Vestuário, Gestos, Religião,
Ciência, etc.
Teoricamente, na vertente
europeia, o signo adoptava um carácter duplo, composto por dois planos
complementares - a “forma” (ou “significante”, aquilo que representa algo) e o
“conteúdo” (ou “significado” do que é indicado pelo significante).
A semiologia seria uma
ciência dupla - semiológica e epistemológica - que busca relacionar uma certa
sintaxe, relativa à “forma”, a uma semântica, relativa ao “conteúdo”.
Mais complexa do que a vertente
europeia, a vertente norte-americana de Peirce considera o signo em três
elementos. Sendo este concebido de forma triádica, o signo é formado pela
representarem (o que funciona como signo para quem o percebe), pelo objecto (o
que é referido pelo signo) e pelo interpretante (o efeito do signo naquele que
o interpreta). Peirce define três categorias para signos, em oposição à relação
dual de Saussure a sua enunciação do significante e significado como
componentes da unidade mínima.
As origens deste saber
remontam à época clássica e medieval, através de pensadores como Platão e Santo
Agostinho, desenvolvendo-se continuamente até à actualidade. No entanto, é a
partir do século XX, com contributo de grandes teóricos que viriam a ser
apelidados como pais da semiótica ou da semiologia, que o estudo geral dos
signos começa a adquirir autonomia e o carácter de ciência.