terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Semelhança entre Sistema Linguístico e Semiótica

Termos derivados da palavra grega sēmeion, que significa “signo”, desde a antiguidade existe uma disciplina chamada de “Semiologia”, sinonimo de Semiótica, uma ciência geral dos signos e da semiose, que consiste no estudo dos diversos fenômenos culturais como se fossem sistemas de significação, procurando interpretar mensagens na medida dos seus signos e padrões simbólicos. Esta complexa ciência desenvolveu o seu estudo através de ilustres autores, designando-se como Semiótica, o saber geral dos signos ligado directamente às teorias do norte-americano Charles Sanders Peirce, e Semiologia, ligada à vertente europeia do mesmo estudo sustentada no Curso de Linguística Geral do suíço Ferdinand de Saussure, as quais tinham metodologia e enfoque diferenciados entre si.

Comparativamente à linguística, a qual se restringe apenas ao estudo do sistema sígnico da linguagem verbal, a semiótica tem por objecto qualquer sistema sígnico - Artes visuais, Música, Fotografia, Cinema, Culinária, Vestuário, Gestos, Religião, Ciência, etc.
Teoricamente, na vertente europeia, o signo adoptava um carácter duplo, composto por dois planos complementares - a “forma” (ou “significante”, aquilo que representa algo) e o “conteúdo” (ou “significado” do que é indicado pelo significante).

A semiologia seria uma ciência dupla - semiológica e epistemológica - que busca relacionar uma certa sintaxe, relativa à “forma”, a uma semântica, relativa ao “conteúdo”.
Mais complexa do que a vertente europeia, a vertente norte-americana de Peirce considera o signo em três elementos. Sendo este concebido de forma triádica, o signo é formado pela representarem (o que funciona como signo para quem o percebe), pelo objecto (o que é referido pelo signo) e pelo interpretante (o efeito do signo naquele que o interpreta). Peirce define três categorias para signos, em oposição à relação dual de Saussure a sua enunciação do significante e significado como componentes da unidade mínima.


As origens deste saber remontam à época clássica e medieval, através de pensadores como Platão e Santo Agostinho, desenvolvendo-se continuamente até à actualidade. No entanto, é a partir do século XX, com contributo de grandes teóricos que viriam a ser apelidados como pais da semiótica ou da semiologia, que o estudo geral dos signos começa a adquirir autonomia e o carácter de ciência.