domingo, 7 de dezembro de 2014

O estudo e a arbitrariedade do signo

É incrível a diversidade de objectos que são tão importantes no nosso dia-a-dia e que não nos apercebemos. Refiro-me a sinais de trânsito, relógios, indicadores de farmácias, esquadras, casas de banho, hospitais, paragens de autocarro, passadeiras, etc. Isto porque estão praticamente incluídos no nosso meio ambiente, por estarmos tão habituados a vê-los, e pelo facto de os termos tomado como garantidos. Mas o que seria de nós se um dia saíssemos à rua e tudo isto não existisse? Será que iríamos sentir necessidade de os voltar a ver? Acredito que sim. 
Ferdinand de Saussure foi um filósofo e linguista suíço do século XIX e um dos principais percursores europeus no estudo da semiótica. O estudo dos signos é, na sua opinião, de extrema importância, visto que, como já foi referido anteriormente, estão muito presentes no nosso quotidiano e é através deles que criamos uma relação entre um conceito e uma representação. É esta relação que criamos com os objectos e símbolos acima descritos, que faz com que sejam tão importantes na nossa vida, uma vez que nos ajudam e facilitam a melhor compreender tudo o que nos rodeia. 

A sua concepção de signo distingue o mundo representativo da realidade. Para Saussure, os signos são compostos apenas por significante e significado, sem qualquer laço natural entre ambos, que são inseparáveis, e é dessa relação que surge a significação, num contexto cultural específico. No entanto, essa relação torna-se arbitrária e sem qualquer sentido, se não tiver um contexto cultural associado, pois, em culturas diferentes, o mesmo objecto tem designações diferentes. Enquanto que num país um objecto pode ter aquele nome, noutro país o mesmo objecto tem um nome totalmente diferente. Portanto, um signo só ganha significado ao integrar um contexto cultural, pois sem este a sua existência não faz sentido.