O Natal como o
conhecemos actualmente é a junção entre um ritual religioso e a tendência
materialista do indivíduo moderno. A religião começa como ideologia metafísica
com um intuito moral associado, mas progrediu, principalmente o conceito de
Natal, até a mais um ritual capitalista.
Esta
transformação pode ser explicada através da teoria marxista. Segundo Marx, a ideologia é um conceito que carece
substância, sendo a concretização da ideologia possibilitada através do
materialismo.
"A moral, religião, metafísica, e
qualquer outra ideologia (…) perdem imediatamente toda a aparência de
autonomia. Não têm história, não têm desenvolvimento; serão antes os homens
que, desenvolvendo a sua produção material e as suas relações materiais, transformam,
com esta realidade que lhes é própria, o seu pensamento e os produtos desse pensamento."
O que o indivíduo possui é a sua
caracterização – a sua pele, isto é, não é o pensamento que define o indivíduo,
mas sim as posses do indivíduo que caracterizam o mesmo. “Não é a consciência
que determina a vida, mas sim a vida que determina a consciência.”
Na era pós-moderna vivemos sob a ideologia
do materialismo. O materialismo referido por Marx tornou-se em mais uma
ideologia, tão metafísica e moral como as restantes. Da mesma maneira, o Natal virou
de desculpa moral para desculpa material.