segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O prazer visual escondido no fumo



No decurso da minha leitura do artigo de Laura Mulvey, acerca do Prazer Visual e o Cinema Narrativo, após o tópico B "A destruiçao do prazer como uma arma radical", encontrei semelhanças com a atitude do clássico fumador. Tentarei expor a minha ideia com base no meu exemplo.
Pois eu já fumei, e às vezes fumo.
Não sabemos muito bem porque começámos a fumar, até sabemos mas é tão disparatada a causa que é melhor esquece-la. Começámos por diversas razões e creio até haver padrões para tal, isto é lógicas identicas. 
Apresento as mais notórias: para ser igual a x ou para pertencer a grupo y... O x pode ser um amigo, como os adultos ou um ídolo, que vimos numa foto e queremos assemelhar àquela imagem. No final isto resume-se a ser visto como tal. 
O sabor do primeiro beijo, na nicotina, deve ter sido horrível mas não podíamos dar a parte fraca porque provavelmente estávamos a ser vistos. De certeza há quem tenha experimentado e iniciado sozinho, mesmo assim é estupido, não dizem que é um acto social? Queria mesmo ter dito isto; é que nós (nossa geração) sabemos muito bem o mal que faz, mas iniciámos e continuamos. Não vemos meios para atingir fins, com que finalidade? Com o prazer de ser vistos a fumar e com o próprio prazer que fumar trás depois de ficar viciado. Mas fumar dá por vezes "sentido à vida e traz respostas", vamos sair esta a ser uma seca, fumamos é uma simples maneira de estar ocupado; num grupo todos falam e eu estou calado, fumo assim sou visto a fazer qualquer coisa. Ou cravar um cigarro para chamar a atenção de alguem. Bem fumadores não me julguem, compreendo que fumar é uma companhia dificil de deixar, até porque na vida passamos maior parte do tempo sozinhos e sem fazer nada. Fumar ilude a ideia de nos ver-mos/ nos verem, sem fazer nada.