“Blood Sport: se sangras no jogo, sangras na
vida real”, um artigo do P3 que apresenta um jogo de consola com uma conexão
assustadora ao mundo real. Sempre que o jogador perder sangue virtualmente
perde-o também em tempo real. Se por um lado a ideia de criar um incentivo à
doação de sangue parece intrigante e necessária, face aos escassos recursos dos
bancos de sangue, a sua materialização é sinistra. Esta proposta cruza o real e
o virtual de tal forma que o indivíduo perde a noção da realidade, alienando-se.
No pequeno vídeo explicativo do
jogo vemos um dos fundadores deste hardware a descrever a experiência do jogo
dizendo: “Play with your friends and see who gets dizzy first...”, o que leva ao
extremo a comum sensação de adrenalina causada por um videojogo. A imagem
acima, recolhida na plataforma Kickstarter, dá a conhecer o Blood Sport, como
um espetáculo comparável a um torneio de gladiadores romanos, no qual o público
assiste enquanto o jogador disputa pelo sangue do parceiro.
As consequências de um “desporto” dominante como este ultrapassam a fina camada entre o real e o virtual ao ponto de o sujeito aceitar a falsa realidade que o jogo lhe proporciona sem questionar os novos princípios éticos que lhe são propostos. O jogo aparenta ser um meio de aproximação às preocupações sociais, no entanto, ao juntar o social e o comercial os efeitos serão somente prejudiciais à relação interpessoal.
As consequências de um “desporto” dominante como este ultrapassam a fina camada entre o real e o virtual ao ponto de o sujeito aceitar a falsa realidade que o jogo lhe proporciona sem questionar os novos princípios éticos que lhe são propostos. O jogo aparenta ser um meio de aproximação às preocupações sociais, no entanto, ao juntar o social e o comercial os efeitos serão somente prejudiciais à relação interpessoal.
