Antes de mais é
necessário esclarecer aquele erro comum à maioria da população (como muitos
outros). Meus caros, vocês não possuem um cartão de crédito mas sim de débito e
agradeçam por isso. A diferença gramatical é relativa, embora óbvia, a real, no
entanto, é bastante preocupante.
O cartão de
débito permite a compra de determinados produtos em função dos fundos que o seu
portador possui, assim, como o nome indica, consiste no débito do valor da
compra diretamente na conta corrente ou poupança do possuidor do cartão. Desta
forma, aquele que deseja obter um produto
só o obtém caso tenha saldo para isso.
O cartão de
crédito, por outro lado, é geralmente utilizado como meio de pagamento de bens
ou da contratação de serviços, sendo o valor dessas mesmas compras cobrado no
final do mês ao seu titular que, por sua vez, pode escolher pagar o valor total
ou parcial que lhe é apresentado sob a cobrança de juros.
Pois bem,
tecnicismos à parte, tudo isto consiste, muito resumidamente, na cobrança
mensal, ou não, de pequenos empréstimos. Reparem que o individuo que possui um
cartão de crédito ou é alguém que, de facto, tem a capacidade monetária para o
ter ou, noutros casos, alguém que gosta de roçar o limiar da pobreza sem que
ninguém o saiba. Este segundo sujeito, na minha opinião incapacitado de qualquer
tipo de consciência, é o que gosta de “brincar” com o dinheiro que não tem,
caindo num novo tipo de consumismo, o frenético, avassalador, sugando as novas
tendências e tudo um pouco porque, lá está, abaixo da pobreza nada existe. Só a
morte que provavelmente é menos incómoda para o sujeito que falece do que para
quem o rodeia.