quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Envoyez-moi un Souvenir!!
Walter Benjamin: a questão da reprodutibilidade técnica da obra de arte
sábado, 27 de dezembro de 2014
O Ópio do Povo
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Azúcar y capitalismo
Hace tan solo mil años, consiguió extraerse el azúcar de la naturaleza, y lo que era un alimento sano y necesario para nuestro cuerpo, la glucosa, paso a ser fuente de grandes enfermedades: obesidades, diabetes y enfermedades crónicas. Por no hablar de su oscuro papel dentro de la colonización de américa del sur, en las comunidades indígenas, utilizada como fuente de enfermedades nuevas y herramienta para la esclavitud de sus habitantes.
Democratización de la obra de arte
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
O dinheiro compra aquilo que tem preço, não o que tem valo
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| A obra original e a cópia "Interior"(1912), de Frank Weston Benson em exibição em simultâneo |
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
1 notificação
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Alienação fetichista
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Discutir o sexo das lâminas
Página da Gillete: http://www.gillette.com/pt/PT/home.aspx
Página da Gillete Venus: http://www.gillettevenus.com/en-US/
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Corredor rosa, corredor azul
Não há altura mais pertinente do que o Natal para se falar sobre o brinquedo da actualidade e denunciar a sua perigosa acção hegemónica.
Quando tinha 14 anos, a minha professora de teatro na altura mostrou-me o livro infantil “Fumo”, que retrata a vivência de uma criança num campo de concentração no Holocausto. Eu não conhecia estas realidades há muito tempo, e isso fez-me pensar como a criança no nossos tempo vive completamente alienada do conhecimento, ignorante do mundo, do que ele é e do que ele foi. Não será relevante as crianças tomarem contacto com estas temáticas desde pequenas?
Esta separação da realidade talvez pudesse ser legítima se, como defendia uma professora minha no Secundário anos mais tarde, fosse uma forma de preservar e cultivar a bondade que é inerente à inocência da criança; “preservá-la do mal”, permitir que sonhe enquanto é tempo para isso. Mas o acto de brincar já não se situa na dimensão do sonho e do devaneio, como Freud apontava.
As bolas, os arcos, os piões e as singelas figurinhas humanas, tão simples, foram substituídas por imitações cada vez mais fiéis da realidade. Nos brinquedos de hoje já não há nenhum elemento em falta para a imaginação completar. Exigimos cada vez menos da criança, que já não é capaz de sustentar as suas narrativas sem objectos.
O plástico tornou-se a base dos brinquedos. O seu tempo de vida reduziu-se drasticamente. Já não passam de geração em geração e são assim desprovidos de toda a sua aura. Walter Benjamin constatou isto no livro “Reflexões: a criança, o brinquedo, a educação”.
Lembro-me de, em pequeno, folhear catálogos de brinquedos de cores brilhantes. Passava sempre à frente as páginas que abundavam em azul e as que abundavam em cor-de-rosa, porque nenhum daqueles brinquedos me agradava. Gostava de Legos, jogos de tabuleiro, kits de artes plásticas e de ciência para crianças. As coisas que ficavam normalmente nas páginas verdes ou laranja.
Esta é a outra frente de ataque do capitalismo aos brinquedos — uma divisão por género fortíssima, que não sei se surgiu com o intuito de segmentar o mercado para vender mais, ou com o intuito de promover desde cedo os papéis de género tradicionais (ou os dois).
É fascinante constatar a partir dos brinquedos o caminho inacreditável que, em 2014, o feminismo ainda tem pela frente. Num catálogo deste ano vi as palavras “brincar aos adultos”, seguidas de casinhas, cozinhas e electrodomésticos, com duas ou três meninas a brincar. Estas páginas ilustravam muito bem a ideia que Simone de Bouvoir defendia de que não se nasce mulher: torna-se mulher.
No corredor rosa do supermercado podemos tentar outras alternativas: talvez as crianças prefiram levar as bonecas ao cabeleireiro e à manicure, para ficarem bonitas para quando os maridos chegarem a casa. Ou então ir às compras. A história já é velha. No corredor azul, heróis, aventuras, coragem e adrenalina. Actividade e individualidade. Armas, força, poder. Ciência: inacreditavelmente os brinquedos de ciência estão no corredor azul.
Hoje fascino-me ao observar que a hegemonia começa a sua acção ainda mais cedo que isso: antes de nascermos já temos um conjunto de roupas compradas de uma cor que se presume que vamos gostar (o bebé pode ter roupas de qualquer cor, desde que sejam azuis ou rosa!). Isto pode ter efeitos desastrosos especialmente nas crianças com uma identidade de género diferente da que é esperada e idealizada pela família.
A cor da roupa antes do nascimento é só a primeira etapa de um percurso de vida previamente delineado que herdamos e que esperam que se concretize. A ideologia dominante anestesia logo nos primeiros anos de vida a possibilidade de diferenciação e distanciamento crítico, que lhe são uma ameaça. Isto reflecte-se depois numa cultura de intolerância e hostilização da diferença. Será esta uma das origens do bullying?
Eu não quero que as minhas filhas ou os meus filhos sejam crianças produzidas em série. Quero que a sua individualidade, os seus gostos e as suas manias se desenvolvam naturalmente, sem serem modulados por esta cultura hegemónica doentia. Temos que ter consciência da sua força e gravidade, e denunciá-la.
As maçãs não são todas iguais
Sabem qual é a empresa mais valiosa do mundo, que vale mais de três vezes o PIB português? Isto é, os residentes de Portugal teriam que trabalhar durante três anos para comprar 100% do seu capital. Esta empresa é a apple. E, tal como dezenas de outras empresas pelo mundo fora, faz smart phones, tablets e computadores. Aparelhos que para além de cumprirem as suas funções de comunicação ou outras são também ícones de moda e o desejo de milhões de pessoas em todo o mundo.
Somos assim seduzidos pelos objectos desta marca, e em especial pelo seu produto estrela: o iPhone. O iPhone é um telefone com características técnicas semelhantes a outros disponíveis no mercado. No entanto, o desejo de possuir um iPhone, em muitos casos, vai muito além do seu aspecto funcional. É um símbolo de status e o desejo de o possuir faz com que a apple possa cobrar um valor muito superior àquele que é cobrado por empresas concorrentes por aparelhos as mesmas características.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Aura Perdida
O aqui e agora de Walter Benjamin é hoje uma característica faltosa nas obras contemporâneas. São eliminados conceitos tradicionais como, por exemplo, a autenticidade. Muitas formas de arte surgiram e desapareceram. Estaria certo Benjamim quando pôs em causa a existência eterna da pintura?
Analisemos um caso prático de pintura contemporânea, que me parece de grande pertinência esta abordagem devido, à sua crescente presença no nosso quotidiano: os murais de "street art". Estes: donos do aqui e agora são peças únicas, modificam-se na sua estrutura física ao longo do tempo, são efémeros e de propriedade pública- alterou-se a relação das massas com a arte e segundo Benjamim a observação simultânea de pinturas, por parte de um grande publico, é um sintoma precoce da crise da pintura.
Apesar de conservarem alguns valores do passado, estes murais carecem, na sua maioria, da aura que Benjamin fala em "A Obra de Arte na Era da Sua Reprodutibilidade Técnica". Faz parte do procedimento artístico, o recurso ao vídeo projector, como forma de economizar tempo, dinheiro e superar a incapacidade de pintar em grandes escalas, acertando-se digitalmente a proporcionalidade do desenho. Quando estamos perante um mural resultante deste processo, não estamos perante um original autêntico pois esse é de dimensões menores, mas sim perante a sua reprodutibilidade que resulta de um trabalho manual sustentado por um trabalho técnico (vídeo projector), anulando desta forma a autenticidade do original.
Por vezes o reprodutível é muito mais completo e trabalhado que o original mas o recurso a este meio digital é, no meu entender, o bastante para lhe retirar a sua aura. A mão liberta-se da mais importante obrigação artística no processo de reprodução de imagem. O processo de reprodução estabelece a diferenciação e graduação da autenticidade de uma obra.
O que murcha com a era da reprodutibilidade é a sua aura. Os génios/mestres da pintura e de tantas outras áreas artísticas fazem parte do passado, a sociedade actual impossibilita a sua formação a este ritmo tão acelerado. A rapidez é exigida. O homem está alienado às tecnologias, estas facilitam o seu trabalho mas, neste exemplo prático também conotam negativamente o mesmo.
Campanha da marca Pantene expõe sociedade de esteriotipos sexistas
Quero esclarecer que não são só as mulheres a sofrer desta desigualdade, mas vou focar este comentário na defesa do lado feminino, baseando-me num anúncio da marca Pantene (site oficial da marca: http://www.pantene.pt/pages/index.aspx).
Este anúncio pretende demonstrar, num minuto, o quão visíveis e presentes, são as diferenças entre o julgamento social ao feminino e o julgamento social ao masculino. A marca coloca uma mulher e um homem desenvolvendo as mesmas ações, tendo especial foco no dia a dia de um(a) chefe de empresa, e mostrando como a sociedade difere de opinião baseando-se no sexo da pessoa.
Visto o anúncio, é de fácil percepção que as mesmas ações, quando feitas pelo homem, são vistas positivamente e têm a aprovação social. Quando feitas pela mulher, ganham um ponto de vista social negativo e, ao contrário do homem, não têm aprovação.
Por exemplo, numa reunião, enquanto o homem é visto como patrão, mestre, etc, a mulher, por seu lado, é vista como autoritária ou até mesmo arrogante.
Um homem arranja-se de manhã e veste-se bem, é visto como alguém calmo, sereno e arrumado. Uma mulher na mesma situação é catalogada como sendo superficial, vaidosa e exibicionista.
O tópico inserido nesta campanha não passou despercebido nos meios de comunicação nem nos meios sociais.
O programa de comentários Buzz:60 mostrou de modo geral a intenção da marca Pantene e a opinião de uma escritora, na sua página do facebook, sobre o assunto.
Esta campanha serviu e serve para mostrar o longo caminho a percorrer para eliminar a barreira entre o feminino e o masculino, que ainda existe.
O anúncio, e as suas mensagens finais dirigidas às mulheres, "Não deixes que os rótulos te detenham'' e "Sê forte e brilha",para além de abrir discussão ao assunto "estar no comando e ter uma boa aparência", como é referido no vídeo anterior pela interlocutora Mara Montalbano. Pretende dizer, também, que não deixem que os rótulos adquiridos, seja no emprego ou na vida em geral, as demova. Que continuem a fazer o que fazem, mostrando que as mulheres não são inferiores, nem superiores, aos homens, são apenas diferentes fisicamente e isso não impede de receberem um igual nível de respeito socialmente.
Pois no que toca ao merecimento de respeito somos todos iguais.
P.s. Os vídeos podem aparentar ser iguais mas não são.
Industria cultural e urbanismo
Números que ditam e ordenam
Fonte do vídeo: sulibreezy

